Crônicas, pensamentos e, tentando não dizer tantas bobagens.

Arquivo para julho, 2012

Amor

Amor: Viver por…  Morrer por…

Depois de anos tentando definir o que seria o amor, esta foi a única conclusão que me satisfez.  Eu já estava quase cochilando e tive que levantar para escrever. Fazia tempo que não me acontecia isso…

Saber pelo que se vive e pelo que morreria.

E agora que eu compreendi isso, ficou mais fácil saber o que ou quem eu realmente amo.

Talvez isso mude meu (pré)conceito sobre tardes de domingo.

PS: Eu sei que o coração ficou meio torto. Minhas habilidades nerds falharam hoje (por culpa do touchpad!).

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Um caminho para a verdade.

Ontem, navegando pelos blogs, encontrei um texto que me chamou a atenção. Tratava-se de uma pessoa que dizia que na infância, sentia pena dos brinquedos mais antigos quando brincava com os mais novos. Bem, não vou me aprofundar no texto dessa pessoa, e sim, na identificação que eu tive com o texto. (Não lembro o endereço)

Quando criança, quando eu ganhava um brinquedo novo e me empolgava com ele, sentia pena do brinquedo antigo. Observei que eu sentia pena e ao mesmo tempo culpa por poder estar causando sofrimento ao estar desprezando o brinquedo antigo que fora tão importante para mim antes. Notei que poderia estar causando sofrimento ao brinquedo e senti culpa por minha falta de fidelidade e carinho por ele e, identifiquei os sentimentos que eu conhecia bem. Descobri a origem deles dentro de mim e entendi porque eu transferi para o brinquedo. Eu sabia como era se sentir desprezado e sabia que não fazia bem.

Observando o “caminho” que percorri para chegar  até a verdade, notei uma sequência:

Observação /Sentimento  – imaginação/suposição – identificação/reconhecimento – Origem/razão.

Observação/ Sentimento. (notei que sentia pena e culpa)

Imaginação / Suposição. ( Imaginei que eu poderia estar causando sofrimento)

Identificação / Reconhecimento. (Identifiquei o por que dos sentimentos e  reconheci que era uma coisa que eu poderia ter sentido se fizessem comigo )

Razão / Origem. ( Vi que o se tratava de algo dentro de mim, transferi para o brinquedo e descobri a causa. (eu havia me sentido assim quando fizeram algo semelhante comigo))

Conclusão:

Eu posso consolar brinquedos pelo resto de minha vida acreditando que estou sendo solidário e nobre ou, ir até a origem e, depois, ser livre para poder tratar brinquedos como brinquedos. Eu posso atribuir sentimentos às pessoas que eu mal conheço ou, deixar que elas mesmas os mostrem. A verdade se parece com uma luz que sai de dentro e se projeta fora para se conhecer o que está dentro. Mas, aquilo ou aquele que exibiu a imagem da minha verdade, tem sua própria verdade independente daquilo que eu enxerguei.

Sobre os talentos.

O vento trouxe uma folha e a colocou sobre minha cama. Eu a peguei, estava secando, não era mais árvore.

Perguntei para a folha por que ela se soltara da árvore e ela me respondeu: – O vento me convidou, disse que me levaria a lugares que eu jamais poderia ver sendo árvore. Perguntei se o vento havia lhe advertido que ela morreria e ela me disse que não. Vi que estava triste.

Tentei consolá-la e lhe contei que ela ainda poderia voltar para a terra e se tornar solo. Ela se recusou me dizendo que outrora fora árvore e via as coisas de cima, era inaceitável que fosse solo e que preferia morrer como folha, secar totalmente, virar pó e se espalhar com o vento.

Lhe contei que mesmo virando pó, ela inevitavelmente voltaria para terra e seria solo. Ela sorriu com melancolia, percebeu que talvez nunca mais pudesse ser folha. Ser árvore.

Me enchi de compaixão e lhe disse que, mesmo que não fosse mais árvore e logo, nem folha, ela ainda seria parte do jardim. Não como a parte que ela não se contentou, mas ainda seria parte.

Ela me fitou seriamente e me perguntou: – Se eu não tivesse me recusado a ser árvore, não teria me tornado folha, porém,  o que eu poderia ser depois de árvore?

Sendo árvore daria frutos, seus frutos alimentariam as criaturas e você, como fruto, viveria nelas, seria parte delas. -Respondi.

A folha chorou, então eu a comi. Era amarga.

Se eu fosse o mal.

Se eu fosse o mal consciente e, sabendo que não poderia destruir o bem; eu impediria que ele vivesse em sua plenitude. Lhe arrancaria a confiança daquilo que ele já é por existência e, por consequência,  ele passaria o resto de seus dias procurando a verdade, já que ele é o bem.

Se ele é força criadora e eu não; sei que só poderia existir a partir dele, e sei também que ele jamais me criaria. Pois ele é o bem e ele é o tudo. Mas, na falta dessa consciência, se criaria condições para que eu existisse a partir da “necessidade”. A necessidade se deu quando o que era parte do tudo se viu separadamente, porque o que era parte, passou a enxergar com seus próprios olhos, e, claro, passou a ver em partes. E cada parte procurou a verdade e, cada parte encontrou sua verdade e, cada parte defendeu sua verdade.

Então, se eu fosse o mal consciente, saberia que minha existência se deu  na divisão e que o bem, sendo força criadora e o tudo, já havia previsto.

Mas por que ele permitiria que eu existisse?

Bem, na verdade… Eu, o mal consciente, seria apenas uma consequência, um indicador da parte que se afastou do tudo. E meu trunfo, seria convencer mais partes a se afastarem. Porém, como eu seria parte prevista da criação, ele, o bem, me usaria para se expandir.

Pessoas importantes: Todas.

Estive pensando na necessidade que tenho de estar em contato com pessoas. Na esperança de entender isso um pouco melhor, tentei descobrir o motivo de cada tipo de relação. Por que eu busco trazer e manter algumas pessoas na minha vida?

Algumas são para me confrontar: Sim, é verdade. Busco algumas pessoas por enxergar nelas a capacidade de me confrontar, de me testar para ver se realmente minhas convicções estão seguras e, se não estiverem, essas  pessoas poderiam apontar meus erros.

Algumas são para afirmar: São pessoas que me mantém em uma posição de conforto. que me passam a sensação de “etapa concluída”. Às vezes demonstram admiração… Nossa, quantas vezes preciso ser admirado, quantas vezes não encontro em mim motivos para isso. São importantíssimas.

Algumas são para apreciação: São pessoas que eu gosto simplesmente de admirar; pessoas que, muitas vezes são meu oposto e, no auge da minha vaidade eu consigo pensar: “São pessoas incríveis apesar de não se parecerem comigo”. Me obrigam a reconhecer a beleza na diferença.

Algumas são porque me atraem:  Quando eu me apaixono ou, me sinto atraído por uma mulher,  inevitavelmente entro em contato com o que eu acredito ser o “melhor de mim” – nem sempre é – Mas, me motiva, inspira, desafia. Faz eu procurar em mim algo que possa surpreende-la, algo que me torne especial. Algo que me faça ser notado por alguém capaz de despertar o “melhor de mim”, para que faça algum sentido tamanha atenção que eu dou a essa pessoa.

Algumas eu simplesmente amo:  São as que me fazem querer o bem delas independente do meu. É doação, é laço, é verdade e vida. Combustível fundamental.

Algumas são por necessidade ou por serem inevitáveis: Não adentro seus mundos com profundidade, porém, existe troca.

Algumas são como espelhos: Refletem a minha imagem de um jeito que não tem como eu não olhar pra mim. Geralmente incomodam.

Existem outros exemplos, claro.

No final das contas, notei que eu posso ser qualquer um dos exemplos acima para alguém: Do amado ao inevitável. Em algum momento, na vida de qualquer um, o inevitável para um é o amado para outro. Não temos posição absoluta.

A maneira particular que tratamos cada um está muito longe de ser a “palavra final”. E, finalmente: Todos temos a mesma importância, é uma questão de ponto de vista, de perspectiva e, obviamente, o meu não é melhor que o de ninguém e nem me encontro em posição privilegiada.

Tenho que me lembrar sempre que: Em hipótese alguma o respeito deve ser medido pela modo que enxergo alguém. A importância de cada um é igual sob algum ponto de vista.

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