Crônicas, pensamentos e, tentando não dizer tantas bobagens.

Arquivo para março, 2016

Sonho, interpretação, ilusões… confissões?

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Tentei me associar ao dono dos poços das ilusões, que, na verdade, só eram reconhecidas como ilusões depois de emersas. Ele estava matando todas elas e esvaziando os poços.

Ele não aceitou a sociedade.

Vi minhas ilusões dissecadas, penduradas e expostas em varais e; dentre elas, reconheci a falsa necessidade que, por medo do “nada”, forçava a caridade alheia porque, até então, acreditava que minhas “reservas” não bastariam para ir vir e comer. Usava da caridade para me alimentar e reservava o que possuía para me locomover. A locomoção me levou ao criador de máscaras… que me dava habilidade para conseguir alimento.

Esse ciclo não poderia mais continuar; agora com a ilusão exposta, não poderia mais aceitar o alimento. Tudo que me restou foi aprender a plantar, cultivar e oferecer aqueles que ainda não descobriram que também podem.

Agora, Jung, apague esse maldito cachimbo e cai fora.

 

Resposta do Sol

Reflexão sobre o primeiro questionamento de Zaratustra ( Nietzsche )

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Zaratustra! O que seria da tua felicidade se não houvesse aquele pudesse te tornar visível? Se argumenta sobre meu ânimo, o faz por tua própria conta; nunca me ouviste falar tais coisas. Então, Zaratustra, o que seria da tua felicidade sem a minha luz que te torna visível? Você seria, ao menos?

Se existo antes de ti e existiria sem ti, e, sobretudo, não existiria sem mim, bem sabes que, se minha felicidade dependesse de ti e daqueles de quem fala, ambos seriam criados pela minha necessidade de felicidade ou simplesmente por consequência da minha existência. Se a simples consequência da minha existência resulta na minha felicidade, por que eu haveria de me preocupar com meu ânimo? Ou, se fostes criados por mim, para minha própria felicidade; saberia que seu questionamento seria previsto e não me surpreenderia. Então, Zaratustra, a quem questiona sobre o ânimo? A mim?

Porém, Zaratustra, a sua percepção de mim faz com que eu exista. Que grande paradoxo! Então, jovem sábio; quem sou eu? Quem es tu?

Os quatro elementos (SUBLIMAÇÃO)

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O suor do trabalhador não foi em vão. Regou a terra com mais que liquido; registrou sua existência e fez chover para que brotasse a recompensa.

No ar? As centelhas de vidas do olhar dos inocentes dançavam com os pássaros. Então, onde está a dor do momento em que foram roubadas?

Deus sabe o quanto foi importante o mergulho do louco que, nas profundezas foi buscar aquilo que carregava; porém, astuto, poucos podem imaginar o que ele deixou por lá.

Toda injustiça, tristeza e ingratidão foram queimadas na tocha que o palhaço segurava… no circo, sob o olhar da trapezista.

 

 

 

Dedico este texto a pessoa que me ajudou a me lembrar de quem eu sou.

Escuridão

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Porque o dragão nasceu da falta, que nasceu da união confusa entre o desejo e a necessidade, abençoada pela escuridão, que gerou o eu, que gerou o dragão…

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